Sim, eu tenho anseios,
que gritam o medo
que a garganta seca.
E já não me descem à guela
as coisas que experimentei do céu
Descri dos cheiros e gostos
Odores
Dos feios e rotos
Amores.
Por entre os pés
se perdem minhas querências:
por olhares que se esquecem os perdidos.
(Enlua a noite derme
descalça em suaves pés
que bolem as raízes terra
em brisas de hortelã).
Sim, são sonhos
que se debruçam
sobre nuvens de amnésia
e por entre os algodões esvaídos
estão distantes os contornos
de minhas verdades.
Sim . Essas verdades
que me amordaçam:
O silêncio...
Ah! Sonhos defuntos que a gente insiste em ressuscitar!
ResponderExcluirdesencanto. o que sabemos do mundo, o que nos rasga a pele, a língua, os olhos, nos atravessa a face e feito aço nos devora. o que se perde nas verdades esfumaçadas. chegamos ao fundo. e não há nada de novo.
ResponderExcluirobrigada, francisco, pelas palavras que alargam os dias.